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O primeiro parceiro economico do Brasil é a China. Compra-lhe, sobretudo três materias primas: minerio de ferro, petroleo e soja -- o que representa 1/4 das suas importações. Ora os actuais dirigentes brasileiros dizem-se inquietos com um pretenso << desequilibrio >>, que lhes parece do tipo "neo-colonial" -- porque a China, em troca, fornece-lhes apenas produtos industrializados.
Sergio Amaral, Presidente do Conselho Patronal Brasil/China, declarou: << A China é, simultaneamente, uma oportunidade e uma ameaça >>. O que vem no sentido da procura de Dilma Rousseff que pretende re-aproximar o Brasil dos Estados-Unidos da America, durante anos e anos o principal motor da estagnação e da pobreza no Pais. Dilma Rousseff não inova; ela é uma variante na continuidade de Lula da Silva que, não devemos esquecer, repetia a Evo Morales: << Deve-se governar com os pobres, para os ricos!>>.
A escolariedade, a segurança-social, as colossais diferenças salariais, os contrastes chocantes de Estado-Federal para Estado-Federal, segundo os relatorios da ONU, revelam as aparencias de progresso que o Brasil adoptou, obedecendo às perigosas normas da mundialisação -- o PIB é amelhor prova demonstrativa.
Mas vejamos: como os chineses comem cada vez mais carne, nesta direcção vão necessitar de aumentarem as suas importações de soja, principal fonte de proteinas para alimentarem porcos e volateis a consumirem. Segundo o Departamento Agricola, até 2020, deverão aumentar em 50% as suas importações de soja.
A Companhia-de-Estado chinesa "Sanhe Hopefull" e a Federação Agricola do Estado de Goias, em Abril passado, assinaram um acordo inedito: os chineses comprometem-se a fornecer 3 biliões de Euros para desenvolver e modernizar a produção agricola ( em Goias) contra 6 milhões de toneladas de produtos agricolas brasileiros. Muito bem, este acordo teria vantagens mutuas! Mas este acordo resulta porque a China sabe não poder comprar mais terras agricolas ao Brasil, depois da aprovação da lei que proibe, às companhias estrangeiras, a aquisição de mais de 5.000 hectares de terras cultivaveis. Lei protectora para o Brasil, ou arma de dois gumes?
Fernando Junior lamentou-se que a "Hopefull" não tivesse feito qualquer proposta de compra de novas terras. Todavia tal seria possivel depois que o Procurador-Geral do Brasil, Luis Inacio Adams, ter re-interpretado por um endurecimento, a Lei de 1971 sobre a venda de terras a estrangeiros? Para um Pais das dimensões do Brasil, a contradição das ultimas normas surgem como contrasensos economicos. A menos que os seus dirigentes queiram satisfazer os prepotentes nacionais, interessados em voltarem a oferecer o Brasil aos USA, à maneira de colonia-eterna.
( L.T.Sc. em Paris, 10/06/2011, texto da responsabilidade de Pablo Oñora de Andrade.)
141 ANOS DOS NORTE-AMERICANOS
(Na sombra de cada branco Norte-americano multiplicam-se os genes da perfidia britanica)
Ficam os ultimos 45 anos por explorar. Corresponde ao periodo em que os Estados-Unidos, se expandiram pelos outros Continentes com diversas pressões, multiplas intervenções, variadissimas chantagens... Mas tudo isto é a actualidade, conhecida por quase todos nos.
As variadissimas situações com que nos defrontamos no Mundo-de-hoje, resultam essencialmente das pressões exercidas pelos << Senhores da Guerra >> que, na defesa dos seus egoisticos interesses, ultrapassam todas as fronteiras -- as fronteiras-fisicas e as outras, aquelas que deveriam condicionar o procedimento humano.
141 ANOS DOS NORTE-AMERICANOS
Em 1823 foi elaborada a doutrina Monroe com principios puramente defensivos. Pouco depois, contrapondo a "Santa Aliança" dos europeus (que pretendiam reconquistar as ex-colonias latino-americanas), os USA assumiram-se protectores dos seus vizinhos. Vejamos como:
(a continuar em : " N° 2 " )
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